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Capital paulista antecipa censo da população em situação de rua para 2021

Capital paulista antecipa censo da população em situação de rua para 2021

Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes

A Prefeitura de São Paulo, gestão Ricardo Nunes (MDB), vai antecipar a realização do censo da população em situação de rua para 2021 em decorrência da pandemia de Covid-19. Segundo a SMADS (Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social), o levantamento estava previsto para 2023.

Ainda segundo a pasta, não existe uma data prevista para a pesquisa, mas o resultado final deve ser divulgado em meados de maio de 2022. O pregão para contratar a empresa especializada na pesquisa censitária será realizado nesta quinta-feira (19).

Segundo Berenice Giannella, secretária municipal da SMADS, a medida é necessária para identificação dos impactos da crise sanitária nas pessoas em situação de rua e elaboração de políticas públicas, como subsídios, de acordo com os novos perfis dessas pessoas.

'Não só aumentou a população de rua, mas diversificou. Hoje você tem mais famílias na rua por conta do desemprego e da perda de moradia', diz Giannella.

Segundo a prefeitura, serão três etapas: a contagem, o perfil socioeconômico e identificação das necessidades desta população para elaboração de políticas públicas.

No último levantamento, feito pela Qualitest Ciência e Tecnologia LTDA, empresa do Espírito Santo, a cidade de São Paulo contava com 24.344 pessoas em situação de rua. Destas, 11.693 estavam acolhidas na rede socioassistencial e 12.651 em situação de rua.

Cidade atende mais de 25 mil pessoas em situação de rua

Nesta quinta-feira (19), a Prefeitura de São Paulo inaugurou o Centro de Acolhida em Campo Limpo (zona sul da cidade) e chegou à marca de mais de 25 mil pessoas em situação de rua atendidas.

'Com a inauguração desse centro de acolhida com 200 vagas, passamos de 25 mil pessoas atendidas nos serviços de acolhimento em 104 locais na cidade de São Paulo', diz o prefeito Ricardo Nunes.

No local, segundo a prefeitura, a pessoa acolhida é encaminhada ao leito, tem refeição e banho e é realizada uma escuta qualificada pela equipe técnica para elaborar um plano individual de atendimento. Há também encaminhamentos a outras políticas de saúde, documentação, trabalho, educação entre outros.

'Não é só um local físico que a prefeitura oferece às pessoas em situação de rua, mas um centro para acolher e de orientação para que as pessoas saiam dessa situação de rua, conseguindo sua independência e seu emprego', afirma Nunes.

A SPTrans disponibiliza ônibus em pontos específicos do centro para transportar as pessoas até os Centros de Acolhida. Na Praça da Sé, que leva até o clube Pelezão, o transporte passa às 16h, 17h e 19h. E em direção ao clube Tietê, o transporte sai de três pontos: Pateo do Collegio -16h30 e 18h -, Praça Princesa Isabel - 18h - e Metrô Portuguesa-Tietê - 18h.

Além disso, a cidade estenderá até 30 de setembro deste ano o Plano de Contingência para Situações de Baixas Temperaturas, que reforça os trabalhos com a população em situação de rua sempre que a temperatura atingir um patamar igual ou inferior a 13ºC ou sensação térmica equivalente.

Até o último dia 16 de agosto, a equipe de assistência social realizou 1.390.409 de acolhimentos de pessoas em situação de rua e entregou mais de 50 mil cobertores.

A população pode ajudar as pessoas em situação de rua solicitando uma abordagem social por meio da Central 156 (ligação gratuita, opções 0 + 3), que funciona 24 horas por dia.

Fonte: Folhapress